Salve, salve amigos leitores. Nesse momento acompanho na TV, em alguns canais, as cenas dos protestos em São Paulo, Rio, Brasília, Porto Alegre... e em outro um documentário sobre a vida de John Lennon, desde The Beatles até a sua morte, atribuída ao fanatismo de Mark David Chapman. "Temos a missão de acabar com a apatia dos jovens...", disse Lennon, em uma coletiva dentro de seu apartamento, logo depois de casar com Yoko Ono e iniciar um protesto pacífico contra a Guerra do Vietnã.
A luta de Lennon, no período final de sua vida, era contra a violência e a desigualdade, em busca da paz no mundo, tão almejada por muitos. "Gandhi e Martin Luther King tentaram e foram mortos...", disse ele.
Tenho minhas suspeitas em relação aos motivos de sua morte, mas algo de muita relevância é fato: suas ações instigaram muitos protestos no país inteiro, colocando o governo norte americano contra a parede.
Embora haja uma semelhança daquele período por qual passaram os Estados Unidos e os protestos vistos em várias capitais brasileiras, o que gostaria de evidenciar é a total falta de líderes nacionais que possam dar um sentido a esta geração. E, quando me refiro a líderes, falo daqueles que são exemplos pelo que fazem, pelo que são e pelo fizeram de suas vidas; não de quem se usa de belas palavras e um discurso meticuloso (muitas vezes comprados de seus assessores) para mobilizar a massa, como um boiada que somente vai, sem ao menos saber o motivo.
O fato de ver a população nas ruas, brigando e gritando por algo que consideram ser direito me deixa bastante feliz. "Finalmente o povo brasileiro acordou", pensei eu, inicialmente. Mas, como visto em 1992, quando jovens foram às ruas pedir o impeachment do presidente Collor, o que estamos vendo são multidões sendo amontoadas na linha de frente da luta entre forças políticas.
De um lado, a velha política e seu esquema de corrupção que se torna cada vez mais explícito; do outro, líderes tão radicalistas que são mais repudiados quanto os próprios corruptos, que se escondem atrás das promessas vazias e impossíveis. E, entre as duas forças que comandam as peças do tabuleiro, o povo apanha e grita por socorro, em busca de um herói que os leve à vitória.
Enquanto isso, oportunistas fazem a própria fama, como generais, que nunca empunharam ao menos uma bandeira ou encararam os cacetetes ou balas de borracha, mas esbravejam do alto dos palanques, de microfone nas mãos.
O que nos resta agora é torcer para que toda essa luta não seja em vão e que pelo menos hajam resultados positivos ao final de toda essa revolta. 'Novos caras pintadas', pronuncia a TV. Que não sejam caras de palhaço, mais uma vez.
sábado, 15 de junho de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Perdoar, sim. Esquecer... talvez.
Olá, bom dia a todos. Pra começar, gostaria de informar que o espaço de comentários está liberados a todos. Sabe como é, blogueiro iniciante às vezes esbarra em certas limitações técnicas, muitas vezes por falta de tempo de ir a fundo.
Aviso dado, vamos tratar um pouco do sentimento que toma os profissionais de imprensa, principalmente os que vão às ruas em busca das informações que são repassadas a leitores, ouvintes, telespectadores e, por que não, internautas. Essa oportunidade que temos de ouvir e ver cara a cara a história e a necessidade das pessoas nos dá o direito de imaginar que somos uma espécie de representantes oficiais, de sermos a voz desse grupo que, na maioria das vezes, não sabe a quem recorrer. Por conta disso, às vezes nos tornamos de difícil manuseio e que facilmente se sente agredido.
Falo isso para falar do pedido de desculpas da SPDM aos jornalistas. Como todo ente público (ou representante dele), a associação administradora do Hospital Regional de Araranguá precisa de um bom relacionamento com a imprensa e, consequentemente, com a população.
De certa forma, considerei uma atitude nobre da associação que o próprio superintendente da SPDM/PAIS fizesse esse segundo contato com a imprensa, que, mesmo em número menor do que o esperado, foi à reunião com armadura, espada a escudo, pronta pra contra atacar qualquer manifestação ostensiva.
Foi um encontro tranquilo, diria até que um pouco enfadonho, mas com algumas revelações importantes. Como, por exemplo, a disposição da Aciva em fazer marcação cerrada sobre quaisquer movimentos da associação.
Um ditado que ouvi há alguns anos do colega Ronaldo Martins, provavelmente criado pelos pertencentes ao meio da comunicação e que citei a um dos diretores da SPDM ontem, diz que 'não existe almoço grátis'. Desconfiados como gatos ariscos, nós jornalistas também podemos ser comparados à mulher traída: podem até perdoar, mas jamais esquecem!
Aviso dado, vamos tratar um pouco do sentimento que toma os profissionais de imprensa, principalmente os que vão às ruas em busca das informações que são repassadas a leitores, ouvintes, telespectadores e, por que não, internautas. Essa oportunidade que temos de ouvir e ver cara a cara a história e a necessidade das pessoas nos dá o direito de imaginar que somos uma espécie de representantes oficiais, de sermos a voz desse grupo que, na maioria das vezes, não sabe a quem recorrer. Por conta disso, às vezes nos tornamos de difícil manuseio e que facilmente se sente agredido.
Falo isso para falar do pedido de desculpas da SPDM aos jornalistas. Como todo ente público (ou representante dele), a associação administradora do Hospital Regional de Araranguá precisa de um bom relacionamento com a imprensa e, consequentemente, com a população.
De certa forma, considerei uma atitude nobre da associação que o próprio superintendente da SPDM/PAIS fizesse esse segundo contato com a imprensa, que, mesmo em número menor do que o esperado, foi à reunião com armadura, espada a escudo, pronta pra contra atacar qualquer manifestação ostensiva.
Foi um encontro tranquilo, diria até que um pouco enfadonho, mas com algumas revelações importantes. Como, por exemplo, a disposição da Aciva em fazer marcação cerrada sobre quaisquer movimentos da associação.
Um ditado que ouvi há alguns anos do colega Ronaldo Martins, provavelmente criado pelos pertencentes ao meio da comunicação e que citei a um dos diretores da SPDM ontem, diz que 'não existe almoço grátis'. Desconfiados como gatos ariscos, nós jornalistas também podemos ser comparados à mulher traída: podem até perdoar, mas jamais esquecem!
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Óia nóis nu fassebuqui
Salve, salve amigos. A postagem de hoje reflete um pouco do período em que nosso país está vivendo, inclusive no que se refere à nossa profissão.
É notório que na atualidade qualquer pessoa consegue expor suas ideias ou mesmo falar de seu cotidiano, diante da chamada 'inclusão digital'. Não que eu veja isso como algo ruim. Pelo contrário, considero essa facilidade de acesso à informação altamente valiosa. O grande problema é que as pessoas não estão sabendo utilizar essa ferramenta para o seu benefício e desperdiçam longas horas de seu dia sem aprender ao menos uma palavra nova por dia (método utilizado pra educar crianças muito pequenas ou autodidatas de inglês).
E pior, essa exposição exagerada evidencia o quanto nosso sistema educacional precisa evoluir para tornar-se mais atrativo, principalmente aos adolescentes. Não me entendam mal, não desejo que voltemos ao português culto, mas não podemos perder o mínimo de decência ao colocarmos em prática a língua portuguesa.
No que se refere à Comunicação, a falta de profissionais está fazendo com que pessoas com esse péssimo hábito gramatical sejam introduzidas na imprensa escrita. Não se apavorem ao notarem algum jornal insistir em utilizar 'Nóis' frequentemente, como se fosse algo comum.
Até considero o coloquialismo uma forma legal de tornar as reportagens ou mesmo o veículo mais popular, mas precisamos ter o mínimo de bom senso.
- Comcertesa, naun eh mezmu? ken comkorda decha çeu comemtariu! -
(E peço desculpas à pessoa que fez o post. Foi apenas um entre alguns exemplos que poderia ter utilizado)
domingo, 9 de junho de 2013
Abertura dos trabalhos / Imprensa: olhos, ouvidos e boca do povo
Salve, salve amigos leitores e principalmente colegas da comunicação. Criei esse blog há alguns meses, já, mas (aliado à falta de tempo) estava aguardando a oportunidade certa para o primeiro post, uma espécie de 'sinal' para dar o start num blog pessoal. Pois bem, dois foram os motivos para que eu tirasse alguns minutos deste domingo e desse início ao 'Nos Bastidores da Notícia'.
O nome do blog não se tratar de plagiar o slogan do Profissão Repórter. É apenas a forma que encontrei de descrever o principal conteúdo deste espaço: as curiosidades que observamos, testemunhamos e que não vão para as páginas dos jornais, ondas das emissoras de rádio ou imagens dos televisores.
- Um dos assuntos em questão registrei apenas visualmente e, creio, poucos devem ter notado. Depois de um dia inteiro acompanhando a comitiva organizada pelo prefeito de Araranguá, Sandro Maciel, e pela Aciva, ao final da Audiência Pública realizada no auditório da UFSC, a magnífica (sim, naquele momento foi realmente magnífica) fez, de forma quase teatral, o anúncio de que realmente o curso de Medicina no campus de Araranguá estava ao alcance das mãos. Foi exatamente nesse momento, quando efusivas palmas chamavam a atenção para a mesa de autoridades, que desviei o olhar para o colega Fernando Duan, que abraçava o seu companheiro na subsecretaria de comunicação municipal, responsável técnico pelo equipamento de som em todos os eventos da prefeitura (e que, infelizmente, não lembro o nome), que chorava emocionado. Terminada a audiência, fui cumprimentá-lo e ele limitou-se a responder: sou aqui da Coloninha, nós lutamos e aguardamos muito por isso.
A resposta dele me levou a uma outra realidade que vai ainda mais além dos bastidores da notícia, que fica nos bastidores até mesmo daquilo que alcançamos. Mesmo estando cotidianamente nas ruas, não conseguimos ouvir a todos. Fotografamos as autoridades, as ouvimos, sabemos de suas lutas. Mas, e as pessoas comuns? Quantos cidadãos araranguaenses ou de qualquer outra cidade que também fazem de suas vidas uma luta diária por sua comunidade, por sua cidade, por sua escola, por sua universidade, pelo curso de Medicina...?
Alguns podem até discordar, mas é por essas pessoas que muitos de nós, profissionais de imprensa, saem de casa todos os dias em busca daquilo que é notícia. Ao colega que se emocionou, saiba que senti-me honrado em dividir com você aquele momento.
- O segundo assunto também foi registrado durante uma das visitas da comitiva envolvida na vinda do curso de Medicina, quando a direção do Hospital Regional de Araranguá (SPDM) teve a infeliz ideia de barrar os profissionais de imprensa CONVIDADOS pelo Prefeito Sandro Maciel e pelo presidente da Aciva, Alceu Pacheco, para acompanhá-los.
Em plena sexta-feira, representantes de jornais, rádios e TV por cerca de uma hora plantados na entrada de um hospital público, proibidos de realizar seu trabalho. Não preciso nem dizer o quanto ficamos indignados com a atitude tomada e, ainda, pela arrogância com que fomos tratados. Não demorou muito para o assunto repercutir e, tenham certeza, vai continuar por um tempo tomando conta das rodas de profissionais. "Se nós, que normalmente temos um acesso mais facilitado, fomos proibidos de mostrar o que acontece nos corredores de um HOSPITAL PÚBLICO, imaginem só como é com os cidadãos comuns, que muitas vezes desconhecem os próprios direitos?", foi um dos questionamentos surgidos 'nos bastidores da notícia'.
No mais, continuamos aqui. Deixo o abraço a todos os amigos e espero fazer outros tantos com esse blog. Prometo que os próximos posts serão menores (hehe). Um grande abraço e até a próxima!
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