segunda-feira, 10 de junho de 2013
Óia nóis nu fassebuqui
Salve, salve amigos. A postagem de hoje reflete um pouco do período em que nosso país está vivendo, inclusive no que se refere à nossa profissão.
É notório que na atualidade qualquer pessoa consegue expor suas ideias ou mesmo falar de seu cotidiano, diante da chamada 'inclusão digital'. Não que eu veja isso como algo ruim. Pelo contrário, considero essa facilidade de acesso à informação altamente valiosa. O grande problema é que as pessoas não estão sabendo utilizar essa ferramenta para o seu benefício e desperdiçam longas horas de seu dia sem aprender ao menos uma palavra nova por dia (método utilizado pra educar crianças muito pequenas ou autodidatas de inglês).
E pior, essa exposição exagerada evidencia o quanto nosso sistema educacional precisa evoluir para tornar-se mais atrativo, principalmente aos adolescentes. Não me entendam mal, não desejo que voltemos ao português culto, mas não podemos perder o mínimo de decência ao colocarmos em prática a língua portuguesa.
No que se refere à Comunicação, a falta de profissionais está fazendo com que pessoas com esse péssimo hábito gramatical sejam introduzidas na imprensa escrita. Não se apavorem ao notarem algum jornal insistir em utilizar 'Nóis' frequentemente, como se fosse algo comum.
Até considero o coloquialismo uma forma legal de tornar as reportagens ou mesmo o veículo mais popular, mas precisamos ter o mínimo de bom senso.
- Comcertesa, naun eh mezmu? ken comkorda decha çeu comemtariu! -
(E peço desculpas à pessoa que fez o post. Foi apenas um entre alguns exemplos que poderia ter utilizado)
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