sábado, 15 de junho de 2013

Salve, salve amigos leitores. Nesse momento acompanho na TV, em alguns canais, as cenas dos protestos em São Paulo, Rio, Brasília, Porto Alegre... e em outro um documentário sobre a vida de John Lennon, desde The Beatles até a sua morte, atribuída ao fanatismo de Mark David Chapman. "Temos a missão de acabar com a apatia dos jovens...", disse Lennon, em uma coletiva dentro de seu apartamento, logo depois de casar com Yoko Ono e iniciar um protesto pacífico contra a Guerra do Vietnã.
A luta de Lennon, no período final de sua vida, era contra a violência e a desigualdade, em busca da paz no mundo, tão almejada por muitos. "Gandhi e Martin Luther King tentaram e foram mortos...", disse ele.
Tenho minhas suspeitas em relação aos motivos de sua morte, mas algo de muita relevância é fato: suas ações instigaram muitos protestos no país inteiro, colocando o governo norte americano contra a parede.
Embora haja uma semelhança daquele período por qual passaram os Estados Unidos e os protestos vistos em várias capitais brasileiras, o que gostaria de evidenciar é a total falta de líderes nacionais que possam dar um sentido a esta geração. E, quando me refiro a líderes, falo daqueles que são exemplos pelo que fazem, pelo que são e pelo fizeram de suas vidas; não de quem se usa de belas palavras e um discurso meticuloso (muitas vezes comprados de seus assessores) para mobilizar a massa, como um boiada que somente vai, sem ao menos saber o motivo.
O fato de ver a população nas ruas, brigando e gritando por algo que consideram ser direito me deixa bastante feliz. "Finalmente o povo brasileiro acordou", pensei eu, inicialmente. Mas, como visto em 1992, quando jovens foram às ruas pedir o impeachment do presidente Collor, o que estamos vendo são multidões sendo amontoadas na linha de frente da luta entre forças políticas.
De um lado, a velha política e seu esquema de corrupção que se torna cada vez mais explícito; do outro, líderes tão radicalistas que são mais repudiados quanto os próprios corruptos, que se escondem atrás das promessas vazias e impossíveis. E, entre as duas forças que comandam as peças do tabuleiro, o povo apanha e grita por socorro, em busca de um herói que os leve à vitória.
Enquanto isso, oportunistas fazem a própria fama, como generais, que nunca empunharam ao menos uma bandeira ou encararam os cacetetes ou balas de borracha, mas esbravejam do alto dos palanques, de microfone nas mãos.
O que nos resta agora é torcer para que toda essa luta não seja em vão e que pelo menos hajam resultados positivos ao final de toda essa revolta. 'Novos caras pintadas', pronuncia a TV. Que não sejam caras de palhaço, mais uma vez.

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